Caçadores de Monstros: Devolve meu bicho, seu maldito!


Análise do jogo For the Quest: Caçadores de Monstros, cedido gentilmente pelo autor André Negrão.

Campanha disponível no: For the Quest - Caçadores de Monstros | Catarse

Antes da Masmorra

Quando André Negrão me procurou com esse seu novo projeto, apesar de grato, fiquei desconfiado.

  1. É um jogo é pequeno e bem simples para meu gosto.
  2. Não sei nada do tal For the Quest do qual ele compartilha o universo.
  3. Estou em época de vacas magras para jogatina e escrita.

Por consideração ao amigo, fiz um esforço e resolvi esse drama da forma mais fácil (difícil nos dias atuais): jogando.

Aqui vamos nós para opinião sincera e justa com o público, autores e editora.


A Experiência

  • Produção está ótima, cartinhas bem resistentes, caixa dura. Vai durar eternamente se jogado em cima de uma toalha.
  • Expandir o universo For the Quest. Para os fãs de uma franquia é muito legal ver ela se expandindo e abraçando novos gêneros como esse jogo menor e mais festivo.
  • Por mais singelo que seja o peso do jogo, existe estratégia. Certos tipos de bichos tem simbolos já fixos (não sei se todos), então dependendo do setup sorteado, você pode ir direto em “orc → orc zumbi → dragão → tesouro” em loop. Exige conhecimento prévio das cartas, e claro que se todo mundo souber a melhor jogada, a briga vai ser mais intensa ainda e não vai sobrar carta boa para todos.
  • Ainda sobre estratégia, alguns setups também favorecem necromantes, outros dragões. É sútil, mas surpreendeu o grupo, pois achavamos que dragões sempre valeriam muito a pena e que os necromantes eram lixo.
  • A pontuação simples no faz a contagem não levar mais tempo que a própria partida. Ganhar com 6 pontos é comum.
  • Da para jogar 2–3 partidas seguidas por conta do sorteio do setup.
  • Adulto volta a ser criança, escondendo e puxando cartas que os outros querem, “reservando” algumas no seu lado da mesa, pura bandidagem. Vale tudo quando o manual não tem regras delimitando o nível de sacanagem. Me diverti e vi a diversão na face de quem brincou junto.

O Dano

  • Típico de jogos que são 100% cartas e todas são do mesmo tamanho. Tanto bichos quanto setup tem o mesmo tamanho/formato. Isso sempre torna mais difícil organizar a partida. Umas mini-cartas para setup ajudariam.
  • Caminhos limitados para vitória. O contrário do clássico chavão “múltiplos caminhos para vitória”, nesse jogo basta memorizar as sequencias em que as cartas se ligam ali na parte estratégica. Claro, não é fácil e as vezes no calor do momento não sobra nada (pro Betinha) dessas cartas. É um “problema” resolvido pela própria ferocidade do jogo.
  • Manual tem letras muito miúdas, e olha que eu tenho a vista boa! O exemplo de pontuação está minusculo, parece que usam Reduzir (Magia do primeiro Círculo).

A Pilhagem Final

Caçadores de Monstros é rápido e impetuoso devido a mecânica fisicamente desgastante. Se 10 minutos intensos já me cansaram os deitóides, imagina caçar bichos por 2 horas nesse ritmo. Os heróis de RPG merecem aplausos!

Selo Spiel des Djows™ para Melhor exercício para ombros durante exploração de Masmorra.

Nota 6, vive ao lado Dobble e outros jogos mais físicos, e traz uma simplificação honesta e abstraída do principal objetivo dos dungeon crawl: matar bicho. (Sistema de Avaliação Spiel des Djows)


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