Quais regras pessoais você usa na hora de escolher seu próximo jogo?

Para mim, a escolha do próximo jogo de tabuleiro quase nunca é uma decisão neutra ou baseada apenas em um gosto passageiro, promoções tentadoras ou recomendações de terceiros (como youtubers, por exemplo). Com o tempo, criei meus próprios filtros e critérios, muitos deles consolidados pela experiência, que vão muito além do hype.

Primeiro, aprendi a ser mais seletivo. Entendi que o foco não deve estar apenas no que vou adicionar à coleção, mas também nas opções ruins que devo ignorar. Isso envolve evitar anúncios de fornecedores sem referência, priorizar lojas bem avaliadas e passar longe dos chamados “combos” ou pacotes completos, nos quais o preço do jogo base é artificialmente inflado por expansões, miniaturas e acessórios que nem sempre são necessários.

Outro critério essencial foi a vigilância sobre ofertas suspeitas. Desconfio de preços excessivamente baixos, pois valores muito abaixo do mercado costumam indicar problemas de integridade ou de estado do produto. Um exemplo recorrente é a presença de mofo como vício oculto, que pode ser omitido pelo vendedor. Por isso, adotei o hábito de abrir e conferir o jogo imediatamente após a entrega, já que qualquer demora pode inviabilizar a troca.

Além dessa filtragem, aplico um critério de equilíbrio financeiro para barrar o “luxo inviável”. Descarto títulos com preços exorbitantes que fogem completamente da realidade da minha estante. Alguns itens da minha “lista de desejos” estão esgotados há anos, o que eleva o preço de qualquer cópia disponível no mercado interno e torna-me vulnerável à compra por impulso. Evito que um único item de valor desproporcional impeça a aquisição de diversos outros jogos excelentes, preservando a escala de valor da coleção.

Muitas das minhas “regras não escritas” surgiram de arrependimentos passados. Ao adotar esses filtros, busco manter uma coleção coesa, sustentável e coerente com meus propósitos, estabelecendo limites claros para que cada nova aquisição represente uma boa decisão, e não um arrependimento.

A proposta deste tópico é trocar percepções sobre critérios menos óbvios que cada um construiu ao longo do tempo. Não se trata de regras universais ou métodos fechados, mas de escolhas pessoais que ajudam a manter a coleção “jogável” e alinhada à realidade de cada um. Que filtros você passou a aplicar com o tempo? O que aprendeu a descartar sem hesitar? Vale observar que padrões — ou contradições — surgem quando essas decisões são colocadas em discussão.

5 curtidas

Pra mim, o q funciona são as regras abaixo, em ordem de importância.

  • O preço cabe no orçamento;
  • Já joguei ou assisti alguma gameplay e gostei;
  • O tema me agrada;
  • Gosto da mecânica;
  • Não tenho nenhum outro jogo que seja extremamente parecido;
  • Promoção imperdível.
5 curtidas

Minhas regras são:

Eu quero esse jogo?

Tenho dinheiro para comprá-lo?

Ele é igual em mecânica que outro jogo que eu tenha? Se sim, porque eu quero esse jogo se já tenho um parecido?

Acho que é isso. Não fico pensando muito e me impondo muitas regras. Já tenho um tempinho de hobby e não preciso ficar me policiando tanto. Ajuda também eu não ser tão apegado aos meus jogos, então me desfaço deles sempre que surge uma oportunidade e eu não quero mais o jogo.

5 curtidas

Ótimo tópico. Útil e importante.

Depois de me ferrar muito seguindo as dicas dos garotos propagandas das editoras, os influencers, aprendi até a desconfiar do que eles indicam. Vendem a opinião e quiçá a alma por causa de joguinho. Vai entender…

Critério mor de exclusão: party games. Sem exceção.

Critério mor de admissão: jogo anual do Vital. Os grandes mesmo, não os recortes de jogos já feitos por ele, como mercado de Lisboa.

Após ler as análises do BGG e assistir análises e gameplays de canais isentos como boardgameplay e tabuleiro de chumbo (nacionais) e outros poucos gringos, aplico os filtros abaixo:

  • tenho algo parecido na coleção?
  • Alguém do Clã do Boromir já tem?
  • Irá me desafiar a ponto de querer jogá-lo mais e mais?
  • Depende de expansão para ser bom?

Se as respostas forem não, nao, sim e não, entra no meu radar, e numa boa oportunidade comprarei. Jogo bom não tem preço, mas esse preço diminui com o tempo na maioria das vezes.

2 curtidas

O que me chama atenção a comprar um jogo, à primeira vista, é a temática e ser um jogo que roda bem em dois jogadores. A partir daí, assisto a Gameplays e observo a mecânica, objetivos do jogo, jogabilidade, ritmo do jogo. Outro ponto importante: as pessoas do meu meio vão curtir o jogo.

4 curtidas