Porque esse jogo é tão caro?

O jogo tem alguns componentes de dados e cartas, sequer tem um tabuleiro, pois e um jogo mais de imersão/RPG…

Não da pra entender esses preços
Os jogos estão cada vez mais caro é isso mesmo? Qual o sentido? É o Dólar? estou pagando royalties das marcas?

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Acho que tem a questão de “lançamento”; mas para além disso, todo jogo é feito com componentes que são commodities, negociados em dólar. Tem ajuste de tarifas e incerteza de mercado por conta do Laranjão… tudo afeta.
MAS, sim, poderia vir mais barato com certeza. Pode ter algum licenciamento envolvido no custo também, mas acho que não.

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Acho que é uma questão de engenharia financeira um pouco mais complexa.

Porque os produtos não existem no vácuo. Então as editoras têm de levar em consideração o seu portfólio para atingir sua meta de lucro bruto (ou tecnicamente falando o mark-up médio da bolsa de produtos oferecidos).

Por conta disso, em algum ponto do ano, existe uma decisão de precificação para os produtos ao longo do ano. Eles sabem (ou pelo menos fazem estimativas) de volumes vendidos, preços, hora que tem de baixar o preço na Amazon para cada produto, e precisam ter um mark up médio para serem viáveis economicamente. Na composição dessas cestas, produtos que serão sucessos garantidos tendem a ter um mark up maior, para permitir riscos com outros produtos que não são tão certeiros.

Por isso alguns jogos chegam com uns preços, IMHO, doidos e caríssimos, pois sabem que tem a demanda disposta a pagar o preço e resolver a questão do mark up. Outros jogos são esperados para fazer volume e vêm com preços menores.

Pessoalmente, e aí e opinião por nunca ter importado BG, mas pior que o dólar (que em 2025 caiu consideravelmente contra todas as moedas - outra discussão boa), me parece que os impostos e falta de competitividade de quase todos os setores da economia têm um impacto maior que a situação do câmbio.

Infelizmente faz alguns anos que não estou envolvido em processos de importação, e mesmo assim eram em áreas de equipamento de redes e servidores, então não tenho certeza se é fácil ou não resolver o problema dos impostos. Mas vale citar que meu entendimento é que a Osprey Games gerou uma solução bem interessante para resolver imposto de BG.

My 3 cents (Damn Inflation).

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Disserte um pouco mais sobre o problema da importação e o que Osprey games gerou de solução, porque sendo sincero, ultimamente está complicado comprar certos jogos…

Isso porque esse jogo vim cair aqui de curiosidade de ver o game… mas nossa 300 reais em jogo com componentes pifios é muita coisa sem noção… sei la…

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Infelizmente é parte do Hobby. Mas se você garimpar, acha boas promoções.

Por exemplo, eu sempre quis o Dune da CMON, só que sempre foi bem caro, mesmo lá fora. Difícil de achar por menos de 120 Trumps depois das taxes, mesmo no melhor dia. O normal la e em torno de 135 mais as taxas, chegando a quase 150 trumps. Isso para entrega la no USA.

A Bravo teve uma promoção entregue a 557 lulinhas com frete. Mais barato aqui do que por lá. Inclusive foi assim que peguei o jogo.

Mas o que a Osprey fez, foi colocar um ISBN no seus jogos. Com esse ISBN, o produto passa pela alfândega sem imposto por isenção a “livros e materiais impressos” dado ao ISBN. Tem um camarada meu que comprou bastantes jogos deles por isso. O problema era o frete que não era nada barato.

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Sacada interessante a de usar o ISBN. Fico curioso sobre o a eles fizeram para conseguir e pq as demais editoras não fazem o mesmo.

Eu acho q os BGs deveriam ter a isenção por si só, mas a manobra é inteligente.

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Isso é fácil, a Osprey na verdade é uma editora de livro que faz boardgames. Entao ter ISBN e uma forma facil para fazer o tracking dos produtos, e entrada nos sistemas.

Infelizmente, um ISBN custa caro, e as editoras acabam não tendo margem para pegar um, e usam o tradicional SKU para track de produtos.

Ou seja, parece que foi uma consequência feliz de um jeito simples de não mexer no sistema deles.

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Saquei!

Legal seria se alguém influente em Brasília fosse do hobby, pra pressionar por uma lei de isenção para os BGs. Mas acho pouco provável algo do tipo acontecer.

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O que acho difícil é a comunidade de BG se unir e criar a organização para fazer o lobby, porque no curto prazo isso é caro para as.

Além de que todo governo no Brasil só foca em aumentar arrecadação, então é mais difícil ainda conseguir alguma isenção sem lavar a mão de alguém (oops, fazer lobby).

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A respeito deste título específico, realizei uma consulta de custos de importação em uma plataforma de compras online americana na data de hoje. O valor para importá-lo diretamente dos Estados Unidos seria o seguinte: Item Custo (US$) Preço do produto $49.99 Frete $13.79 Taxas de importação (incluindo ICMS) $34.58 Total do Pedido (versão em inglês) $98.36 Este valor totaliza R$ 534,10, considerando a cotação do dólar a R$ 5,43.

Comparando com as ofertas do Mercado Nacional, apoiado nos preços das lojas que aparecem na plataforma Comparajogos, as melhores ofertas para a versão em português, na data de hoje, encontram-se atualmente entre R$ 306,00 e R$ 340,00, dependendo da forma de pagamento (considerando apenas as lojas de menores preços), com uma estimativa de espera de 10 dias úteis para a entrega.

Em outra plataforma especializada em jogos de tabuleiro, o jogo apresenta um número limitado de avaliações (12 no total). Os scores variam de um mínimo de 1 a um máximo de 10, com a moda e a média situadas em torno de 8 pontos.

Analisando o conteúdo e considerando que o título é um jogo cooperativo (gênero que não é meu favorito, além de haver inúmeras opções interessantes no mercado), minha precificação pessoal para um jogo com estas características não passaria muito dos R$ 200,00. Acredito que, na pré-venda, o preço já esteja, no mínimo, 30% inflacionado. Se o título estiver cercado por hype, esse valor pode aumentar em mais 10% a 20% (sendo bem razoável). Por esse motivo, sou avesso a aquisições em pré-lançamento e lançamento. Não sei se o período de festas de final de ano pode ter algum efeito sobre o preço de venda, neste caso.

É importante ressaltar que esta análise é puramente financeira e de mercado. Ela não leva em conta a experiência de jogo ou as inovações que o título possa oferecer, critérios que considero fundamentais. Tais fatores poderiam tornar a compra admissível por um preço 10% a 20% superior ao meu limite inicial. Há um toque na arte do jogo que pode ser considerada como fator de admissibilidade de acréscimo no preço para a compra mas, essa é uma questão bem subjetiva.

Respondendo as perguntas do tópico, não creio que se esteja pagando muitos royalties. Aqui, no Brasil, se paga o preço da carga tributária e o preço de exploração pela oportunidade de mercado (se há quem pague por mais, porque reduzir o preço???)

Sobre a questão do lobby, que foi aventada nas respostas anteriores, sinceramente, não acredito em lobby de consumidor. Se existisse de fato - algo que eu duvido - seria algo muito amador. O lobby é algo que permeia o lado comercial, de quem tem interesse contínuo pela negociação de produto ou serviço. Quando muito, o consumidor de jogos de tabuleiro quer apenas garantir um preço bom para a cópia dele. Não há interesse coletivo em fazer com que a comunidade como um todo desfrute de preços menores e mais convidativos. Lobby exige poderio econômico coordenado; não é uma ferramenta ao alcance de iniciantes.

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Estava eu pensando exatamente no dia de hoje sobre isso , mas sobre um outro jogo , Slay The Spire , NAO FAZ O MENOR SENTIDO .

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Olhado o todo do debate aqui, fico com a impressão de que nossa indignação não será suficiente para mudar o cenário. Aparentemente, as alternativas são conviver com cenário dentro das possibilidades individuais ou abandonar o hobby.

Não vejo muita esperança de mudança, ao menos por hora.

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Infelizmente e por aí. E a gente como consumidor faz o melhor possível (digo em termos economicos mesmo, de dentrar maximizar o retorno de nossos recurso).

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Definitivamente, uma mudança no comportamento de mercado não é algo fácil, que se resolve no curto prazo, em um passe de mágica. Prefiro acreditar que existe uma terceira via do que aceitar a situação como está ou, admitir que devo mudar de hobby. Certamente, o caminho passa pela organização do mercado consumidor e o exercício do poder de compra coordenado, através da replicação de certos padrões comportamentais:

  1. Individualmente, evitar a compra por impulso, fazer contraposição ao hype. (Por que não comprar os títulos que foram hype ou consagrados no passado?) Coletivamente, impulsionar esta dinâmica entre os pares.

  2. Alertar novos ingressantes do hobby, sobre o funcionamento deste mercado, para ajudá-los com as boas e mais saudáveis decisões. (Se cada um de nós pudesse voltar ao passado, o que diria para si mesmo a respeito das compras que fez??)

  3. Divulgar as empresas (editoras, distribuidoras, lojistas e particulares) que “jogam limpo”, que possuem ética e que, acima de tudo, respeitam o consumidor. E não estou falando apenas em oferecer um preço baixo, pois isto é o menor dos critérios para reconhecer quem desenvolve sua atividade com excelência. É preciso valorizar o comerciante que faz a diferença no mercado, trabalha o pós-venda (está comprometido com a integridade do produto que chega ao cliente, com o prazo de entrega, com eventuais trocas, que cumpre fielmente o que promete; que detém uma política de preços (e de prestação de serviços) transparente. Um simples gesto, como fazer contato com o cliente para saber sua satisfação com a compra, faz uma enorme diferença, quando não vemos muitas iniciativas como esta.

Não é só o jogo que estamos comprando. É o jogo, o atendimento, a entrega e demais serviços prestados pelo vendedor (incluindo editora, distribuidora e demais). Isso deve ser considerado como valor agregado ao preço do produto. Por exemplo: se uma loja se envolve com ações coletivas no seu bairro ou cidade, este é um diferencial que merece ser enaltecido e valorizado pelos consumidores.

  1. Desenvolver o espírito de ação e reação em rede, para boicotar produtos e empresas que não seguem princípios basilares do fornecimento de produtos no mercado. Por exemplo: vender um produto mofado, ainda que avisando o consumidor é um verdadeiro absurdo, para mim. Isso só incentiva a tratar o mercado consumidor com desrespeito. Um jogo que traz uma série de erros de produção e a empresa nem se mostra um pouco preocupada em resolvê-los ou, ainda, uma pré-venda de 06 meses (*eu diria até menos!), sem que a empresa se pronuncie a respeito, isso é algo totalmente inadmissível, que não merece passar impune.

Toda transformação decorre de um processo contínuo, que leva à maturidade do mercado consumidor, e esta constitui a verdadeira forma de combate das práticas abusivas de precificação e descomprometimento ético.

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De fato, mas duvido muito q ocorra uma organização do mercado consumidor. Ficaria feliz em estar errado, mas não vejo essa via como uma opção provável.

Jogos de tabuleiro modernos são caros devido à complexidade de produção (arte, componentes únicos, salários), cadeia de distribuição (distribuidores e varejistas), custos logísticos (importação, frete), demanda de nicho (menor volume de vendas comparado a videogames), e custos de desenvolvimento (meses de trabalho de designers e artistas). No Brasil, o dólar e impostos agravam ainda mais esses custos, elevando os preços finais.

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Acho uma interpretação um tanto desatualizada do modelo de precificação no Hobby, especialmente no Brasil. O custo de um jogo entregue no porto (ainda o navio) sai em torno de uns 5 a 10 dólares por unidade (acabei de morrer na tarifa da última expansão do Barrage lá nos USA, o KS foi USD$48 com frete, e os 50% de tarifa foram menos de 2.50 trumps).

Note que jogos nos USA e na Europa não são considerados caros em relação ao poder de compra dos cidadãos.

Infelizmente, continua parecendo que a precificação aqui no Brasil é feita com base no custo de importar o jogo direto, de forma a desencorajar a importação e dar a vantagem da língua do jogo.

Felizmente já existem editoras que estão saindo fora de modelo e entregando jogos com preços muito bons. São jogos menores, mas você encontra eles por menos de 50 reais.

A razão é que um jogo custa mil lulinhas e que tem mercado o bastante para fazer sentido para o volume importado. Infelizmente, é assim que produtos são precificados, não pelo custo, não pelo design, mas por quanto as pessoas estão dispostas a pagar por ele.

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isso é uma informação interessante ate porque financiei alguns jogos la fora e não sabia que os impostos iam ser “baratos” assim, visto que vem de navios, outra informação importante.

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Eu financiei para entregar nos EUA. Então a conta foi da tarifa extra do Trump, que na época estava em 50%… Mas voce paga sobre o preco do produto no navio, e nao paga o custo do frete como faz por aqui.

Como os americanos falam, ricos são os brasileiros que aceitam umas cargas de impostos gigantescas. (KKKKKKK - não resisti o imposto)

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