Este post será uma mescla de desabafo e reflexão!
A pirataria está presente na vida dos brasileiros e no mundo do entretenimento a muito tempo. Passamos pelos CDs piratas de PS1, pendrive musical “Só as Melhores”, 5 DVD de filmes lançamentos por R$ 10, torrent, emulador e por ai vai. Já deu pra entender!
Então inevitalmente isso chegaria até o nosso nicho: os boardgames.
Até um tempo atrás, você encontrava alguns títulos mais caros como Zombicide, na sua versão impressa em papel fotográfico. Não entrando no mérito do certo ou errado, até aqui, era bem claro que se tratava de uma reprodução de um item original e protegido pelos direitos autorais.
Mas agora, você facilmente encontra desde anúncios de jogos versão chinesa em grupos do hobby, até edições “importadas” nos mais diversos marketplaces (Mercado Livre e Shopee são os principais). As falsificações subiram ao patamar de réplicas, não sendo mais aquelas cópias grotescas e com cara de homemade de outrora.
E aqui que mora meu incomodo. As pessoas que adquirem essas versões, estão sendo ingênuas ou coniventes com a falsifição? E num segundo momento, que é onde mora minha dor, quando elas repassam alegando ignorância sobre a autencidade do produto?
Infelizmente, este foi meu terceiro caso com uma cópia de um jogo usado que ao pegar em mãos constantei ser falsificação. E novamente, as cópias estão num nível de preciossismo que realmente só não passou batido por eu ser extremamente chato com meus jogos.
O título em questão é o campeão do Spiel 2025, Bomb Busters.
Logo ao pegar a cópia em mãos, minha primeira reação foi ao perceber que a caixa não possuia o logo da Editora. Consultando o BGG, a versão em inglês foi lançada pela Pegasus Spiele, que costuma colocar seu cavala alado em fundo vermelho no canto inferior direito.
Ao buscar alguma informação no verso, também não gostava nenhuma informação sobre quem havia impresso o jogo, lote, ano, edição. A maior parte do retângulo branco onde ficam as informações estava vazia, apenas com citação aos autores e artistas. A título de comparação, seguem as imagens reais da versão da Pegasus.
Após isso, comecei uma verificação mais minuciosa da arte. As imagens, mais perceptivelmente nos textos, estavam levemente borrados. Uma característica de scans que são retocados digitalmente para ocultar a retícula de impressão. No caso dessa arte de Bomb Busters, a pessoa precisou recriar uma área de textura aonde ficava o selo da editora, e para isso clonou de outro ponto da imagem. O resultado é esse detalhe estar “repetido”.
Sinceramente, não sei se quem me vendeu agiu de má fé mas comprar um jogo com um valor muito abaixo, vindo direto da China, me faria suspeitar da autencidade da cópia.
O que vocês pensam sobre isto? A barreira linguística não era um problema para as minhas jogatinas mas agora vou pensar 2x antes de pegar um uso em inglês.
Ah! E os outros 2 jogos que tentaram me passar falsificados foram Sky Team e The Crew.




