Olá, pessoas queridas! Julho foi um mês mais tranquilo, e já estou me recuperando do meu leve “board game burnout” - aliás, obrigado pelas respostas bacanas sobre isso no meu último post. Uma das coisas que fiz para variar foi começar a montar um quebra-cabeças de 1000 peças com a noiva, e está sendo bem legal.
Neste último mês evitei um pouco aprender jogos novos, e fui curtir diversos joguinhos que já eu conhecia e gostava. E, coincidentemente (novamente!), adicionei mais três à minha coleção solo:
Heat: Pedal to the Metal
Eu já tinha jogado Heat solo no ano passado, e precisava de mais uma partidinha pra confirmar ele na coleção (uma das minhas regras: só entra oficialmente na coleção após, no mínimo, duas partidas). Eu já sabia no meu coração que ele estava garantido. Heat é um jogaço de corridas com gerenciamento de mão altamente emocionante e que faz maravilhas no modo solo - você pode adicionar quantos oponentes quiser e eles são bem simples de controlar. Joguei uma vez no mapa dos EUA (recomendado no manual para a primeira partida) e consegui o segundo lugar! Aí, me achando, fui tentar a Itália e fiquei em último, bem longe ainda do penúltimo colocado. É ótimo, um sinal que dá pra ficar melhor nesse jogo, cuja dinâmica das cartas funciona de uma maneira um tanto diferente do que estou acostumado. Ah, e recentemente peguei a expansão Lendas, que promete melhorar ainda mais a experiência solo; porém ainda não testei.
Marvel United
Um dos meus jogos cooperativos favoritos que ainda não tinha testado solo. Em Marvel United os heróis “giram” em volta do mapa, derrotando bandidos e cumprindo objetivos para, no final, lutar contra o vilão. Existem dois modos solo nas caixas lançadas no Brasil. Testei primeiro as regras do jogo normal, controlando dois personagens, e funcionou super bem. Em seguida, testei o “Modo Shield/Xavier” (jogo base ou X-Men), que me pareceu o mais legal na teoria: você controla 3 personagens mas embaralha os decks deles em um só (no estilo The Loop), mas logo me deparei com diversas situações ambíguas e sem respostas oficiais; infelizmente me pareceu incompleto. E, por fim, testei o que se tornou o meu favorito: o Modo Solo Comandante (Spider-Geddon ou Multiverso): aqui você controla um personagem apenas, usando cartas de outros personagens como “reforços” - funcionou muito bem! Acho que futuramente vou alternar jogar no Modo Comandante e o jogo normal com 2 ou 3 heróis. Concluí que continua sendo um dos meus favoritos, inclusive no solo, e acabou chutando da coleção outros jogos similares (mais sobre isso abaixo).
Railroad Tiles
Dos mesmos designers de Railroad Ink (que eu já achava bacana), Railroad Tiles traz a familiar construção de trilhos e estradas, mas sem precisar de canetinha: tiles charmosos e pecinhas de madeira trazem uma vibe diferente neste jogo. Lançado há pouco tempo no Brasil (e ano passado lá fora), fez bastante sucesso na comunidade solo e despertou meu interesse. Aqui você tenta colocar carrinhos na mesma estrada, trenzinhos no mesmo trilho e viajantes nas mesmas rotas, além de construír grandes cidades. O modo solo é uma espécie de BYOS (beat-your-own-score, ou supere-sua-própria-pontuação) com um “twist” - para cada partida, você escolhe um cenário que traz uma condição de vitória - por exemplo, criar uma cidade de pelo menos 10 tiles, ou criar uma estrada contínua que passe por pelo menos 14 tiles diferentes. Se não cumprir o objetivo, você zera. Já descobri que esse é um dos meus tipos favoritos de BYOS, presente também em jogos como Forest Shuffle (com a expansão Exploration) e na trilogia Calico-Cascadia-Verdant.
Os que não ficaram:
- Horrified é um que, por algum motivo, o solo ficou abaixo da experiência com mais jogadores. Testei o “true solo” oficial e também o jogo padrão usando dois personagens. É bom, porém nesta categoria vou preferir o Marvel United.
- The Loop é o mesmo caso: é bom solo, mas preferi jogar ele com mais gente; e gosto mais do Marvel United.
- Ultimate Railroads é um jogo que adorei jogar com mais gente, um belíssimo 10/10. Mas a experiência solo é bem ok. Um BYOS, com um oponente que bloqueia espaços de ação de forma aleatória, o que já descobri que não sou muito fã. Passei para um amigo que vai aproveitar melhor - jogando com pessoas.
E por hoje é isso. Estou esperando um agosto também devagar em termos de jogos (e o quebra-cabeças está ocupando a nossa única mesa também haha), mas está voltando a vontade de jogar algo mais pesadinho.
O bacana deste mês foi que joguei dois tipos de BYOS e meio que descobri qual eu gosto mais. E você, curte jogos BYOS? Se sim, prefere só marcar pontos tranquilamente, cenários com regras especiais, ou um “oponente” que remove suas opções?


