Olá, pessoas queridas!
Mais um mês testando joguinhos solo, e desta vez foram três excelentes adições à minha coleção:
Street Masters (2018)
Acho um absurdo o quão pouco se fala deste jogo por aqui. Um cooperativo modular com design base inspirado no sentinelas-do-multiverso (do qual falarei logo mais), adicionando uma camada de combate tático e um tema nostálgico que homenageia jogos de videogame de luta retro como Street Fighter e Double Dragon.
O setup é rápido - é só escolher um lutador por jogador, um inimigo e um cenário, pegar os baralhos, miniaturas e tabuleiro correspondentes, e começar a jogar! O jogo é bem imersivo e estratégico. Tem uma rolagem de dados bem massa, pois mas não importa o que você rolar, você ganha alguma coisa. Por exemplo, pode ser que você não conseguiu dar o dano necessário para derrubar um inimigo, mas em troca recebeu marcadores de defesa para aguentar o ataque dele. A narrativa emerge da partida, mas também possui um story mode que pode durar umas 5-6 partidas.
O modo solo funciona maravilhosamente bem, sem alterações em relação ao modo multijogador. Dá pra jogar true solo (o que geralmente prefiro), ou com vários personagens também.
Neste momento é possível achar a expansão standalone Tide of the Dragon (funciona como expansão e jogo base) por um precinho inacreditável na Amazon Brasil caso queiram testar - mas aviso, ele é viciante e se você é como eu vai ficar caçando expansões e tentar pegar tudo que tem dele.
Joguei 8 partidas dele.
FlipToons (2025)
Antes mesmo de sair por aqui, este jogo de designers brasileiros fez muito barulho lá fora, especialmente entre a comunidade solo.
Um deckbuilder rápido e divertido, que mostra que esta mecânica ainda tem muito a ser explorada. O turno é simples, você revela (normalmente) 6 cartas de seu baralho, calcula sua fama, e usa esta fama para atrair mais toons ao seu baralho ou dispensar os toons mais fracos. Faça isso até um jogador conseguir 30 pontos de fama em seu turno e ativar o final da partida.
O modo solo é bem interessante, você joga sozinho normalmente mas tem um “timer” para conseguir os 30 pontos (até o baralho acabar, e ele gira mais rápido no solo), caso contrário você perde. Possui três níveis de dificuldade. Rápido, único e divertido. Joguei algumas em 2 jogadores no bga também, e funciona igualmente bem.
Joguei 5 partidas dele.
Sentinels of the Multiverse: Definitive Edition (2022, original de 2011)
Como já citado acima, este é o jogo que inspirou o Street Masters. É um cooperativo com tema de super-heróis, modular, em que cada jogador escolhe um herói e pega o seu deck, e escolhe-se (ou sorteia-se) um vilão e um cenário para jogar, cada um também com o seu deck próprio.
Há alguns anos, eu tive, joguei algumas vezes, e acabei vendendo a minha cópia nacional do sentinelas-do-multiverso - não porque não gostei do jogo, mas porque ele sofria de um “problema” que acho difícil lidar - muitos efeitos acontecendo ao mesmo tempo na partida, e uma dificuldade considerável de lembrar de todos eles. Frequentemente acontecia algo como “putz esqueci deste bônus”, ou “esqueci que este inimigo não leva dano elétrico”, etc. A Definitive Edition veio com a promessa de reduzir esse problema, melhorando um pouco o design gráfico, o uso de palavras-chaves e “limpando” de forma geral o jogo. Arrisquei e valeu a pena. Ainda tem diversos efeitos e detalhes para lembrar, mas senti que agora ficou dentro do meu limite. Sem falar da produção ótima, caixas com mais conteúdo (a base agora vem com 12 heróis, 6 vilões e 6 cenários!), formas alternativas de jogar como cada herói possuir duas versões… e uma nova arte que achei sensacional, acompanhando cada herói ao longo dos anos em diferentes estilos de comics!
No modo solo, temos que pilotar 3 personagens (pode-se pilotar 4 ou 5 também, mas não vejo motivo para isso); achei que seria muito complexo de gerenciar mas foi bem tranquilo. O jogo é bem divertido, com decisões inteligentes o tempo todo, e cria histórias muito boas. É outro que achei recentemente no precinho na Amazon Br, e garantiu um lugar na minha coleção solo.
Joguei 2 partidas solo dele, sendo que eu já tinha 7 partidas multijogador da versão anterior.
A coleção
Com estes três chegando, estes são os jogos atualmente na minha coleção solo. Para saber mais sobre os outros, tenho este post também.
- Aeon’s End
- Anachrony
- Cartographers
- Dorfromantik
- Dungeon Rummy
- FlipToons
- Food Chain Island
- Forage: A 9 card solitaire game
- Grove: A 9 card solitaire game
- Harmonies
- Kingdom Legacy
- Marvel Champions
- Mycelia
- Noctiluca
- Orchard: A 9 card solitaire game
- Sentinels of the Multiverse: DE
- Seti
- Slay the Spire
- Street Masters
- Tawantinsuyu
- Terraforming Mars
- The Search for Planet X
- Turing Machine
- Village Green
- Voidfall
- Warp’s Edge
Os que não ficaram:
Vou citar rapidamente os que não passaram na prova:
- VAST: este é um que eu tinha jogado apenas em 2 e gostei bastante. O solo dele é interessante mas não achei divertido, joguei só com a Cavaleira e achei bem repetitivo e randômico. Dá pra ver que foi realmente pensado pra jogar com mais gente.
- Masmorra: adoro este jogo no modo competitivo, é um dos meus dungeon crawlers favoritos com sua pegada old-school. O solo, para mim, foi longo demais, com um problema que na metade do jogo eu já tinha evoluído meus personagens ao máximo e a partir daí ganhar XP já não servia para mais nada.
- Cowboy Bebop: Space Serenade: outro que gostei de jogar com outras pessoas, mas no solo perdeu bastante a graça. A interação entre os jogadores para capturar os bounties é o coração do jogo.
- Tiny Epic Dungeons: este quase ficou, e destes quatro é o único que recomendaria para solo. Para mim, ele deu a sensação mais de um puzzle de eficiência do que um dungeon crawler em si. Explorar, matar os monstros e conseguir tesouros, tudo isso precisa ser calculado na ponta do lápis. Gostei do jogo, mas não o suficiente.
Fico por aqui, e volto mês que vem com mais atualizações e mais adições à minha coleção. Mas antes deixo um spoiler do que estou jogando esta semana:




