1ª IMPRESSÃO DE SPEAKEASY

Speakeasy: Do Unboxing ao Caos Estratégico

Primeira impressão.

Só para colocar esse jogo na mesa, a história já começa com um drama.

*Speakeasy* é gigante. Só de tirar a caixa da prateleira, você já sente o peso do que está por vir. Mas quando você abre… que satisfação!

O *insert* é impecável, a organização é cirúrgica e a beleza dos componentes de altíssima qualidade é um deleite. É super prazeroso tirar peça por peça, sentindo o encaixe perfeito do tema em cada detalhe.

Mas já aviso: como tem muito componente, prepare-se, porque o *setup* é um evento à parte. Quando você finalmente termina e olha para a mesa, até assusta. Cadê a mesa?! Sumiu! Esse é aquele tipo de jogo espaçoso, imponente, que brilha na sala só pelo tamanho. Se não tiver uma mesa grande, nem começa.

Por se tratar de um jogo de nível bem difícil na primeira partida, o manual precisa te guiar o tempo todo.

Portanto, já prepara uma cadeira confortável, o drink do lado e o tira-gosto, porque isso aqui vai demandar horas de dedicação.

E aí vem o clássico momento de toda primeira vez: você olha para aquele tabuleiro monumental e pensa: “Vixi… por onde eu começo?”. É o famoso momento de apertar o primeiro botão, respirar fundo e deixar fluir.

E é aí que a mágica acontece, porque *Speakeasy* te prende de um jeito inexplicável.

Se você estava esperando mais um jogo do Vital Lacerda onde cada um fica no seu canto montando um quebra-cabeça em silêncio… Esquece. Ele veio para estragar amizades na mesa.

O Lacerda casou o tema com a jogabilidade de uma forma tão genial que as engrenagens rodam em perfeita harmonia. As regras fazem um sentido biológico na sua cabeça: você não decora um manual, você aprende como o crime organizado funciona.

Cada jogada engatilha um efeito dominó implacável: você abastece um bar, ganha um bônus, joga a polícia no colo do adversário e rouba os clientes dele na cara dura. Sem dar um único tiro, você asfixia a concorrência com pura inteligência.

É prazeroso, cheio de detalhes e complexidades que fazem jus à fama de ser dos jogos do Lacerda. Uma disputa de território silenciosa, tensa e com a adrenalina.

A mesa tá montada, o drink tá servido…quem anima?

Observação: nessa época do jogo, tomar um drink era bem complicado… e perigoso!!

Se quiser ver mais olha lá no insta do guiaboardgames.

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