Solo - Avaliando os Robôs / IAs / Automas que já testei

Olá, pessoas queridas!

Ainda me considero um noob no universo dos jogos solo. Mas mesmo assim gostaria de compartilhar minhas experiências com os “oponentes artificiais”, os famosos robôs, bots, automas ou I.A.s. Eles:

  • Simulam um oponente, e nos permitem jogar jogos competitivos de forma solitária.
  • São “gerenciados” pelo jogador solo, e idealmente funcionam de forma mais simples do que um jogador normal.
  • Podem estar inclusos no próprio jogo, em alguma expansão, disponíveis digitalmente ou mesmo criados por fãs do jogo não-oficialmente.
  • Idealmente possuem diferentes níveis de dificuldade.
  • Possuem nomes diferentes em cada jogo, como os Automas (os criados pela Automa Factory) ou algum nome temático do jogo como a Axomama do tawantinsuyu-o-imperio-inca ou o Robot do race-for-the-galaxy-the-gathering-storm . Para simplificar, vou usar o nome genérico robô.

Existe meio que um consenso entre os jogadores solo que quanto mais simples de gerenciar, melhor o robô. Bem, isto não está errado, mas é relativo. Existem jogos que, por sua natureza, requerem um fluxograma complexo de decisões para o robô, como o terracotta-army que joguei recentemente. Eu diria assim: a expectativa da simplicidade do robô precisa ser ajustada de acordo com o que se espera dele. Não tem como fazer um robô que resolva seu turno em 5 segundos para um jogo complexo como o projeto-gaia , mas também seria um absurdo se o robô do wingspan demorasse 3 minutos para jogar cada turno.

Por fim, listei apenas robôs que simulam oponentes, interferindo no estado do jogo e competindo com o jogador solo. Eles podem ganhar o jogo se pontuarem mais do que o jogador, ou o derrotarem de alguma outra forma. Não incluí nessa lista “oponentes” que, apesar de interferir no jogo, não podem vencer o jogador (como o do forest-shuffle-exploration ). Também não vou incluir oponentes de jogos ou modos cooperativos (como o do marvel-united ) , já que são nestes casos o jeito padrão de jogar.

Vamos para a lista!

Como foi jogar contra o robô: :star: não gostei | :star::star: gostei | :star: :star: :star: adorei

Robôs de Baixa Manutenção

  • Em Busca do Planeta X: Este jogo, mesmo com mais jogadores, requer um app para rodar. No solo, o app gerencia o robô, então é bem simples. O robô joga um pouco diferente de um outro jogador, mas a interação com ele é ótima de qualquer maneira, e dá pra pegar pistas baseado nas ações dele. Joguei duas vezes contra ele e ainda não ganhei. :star::star::star:
  • Fantastic Factories: Este robô simplesmente rola os dados e, de acordo com os resultados, faz uma ação simples. Interessante é que ele vai ficando mais forte conforme a partida progride. Tem diversos níveis de dificuldade também. :star::star:
  • Heat: Pedal to the Metal: Este robô impossível foi concebido da melhor maneira possível. Aqui você escolhe quantos oponentes quer ter (no solo, escolho todos os cinco), vira uma carta e anda os carrinhos deles de acordo com os números da carta e a posição deles. Quase instantâneo, e simulam bem outro(s) jogador(es) pilotando. E ainda dá pra colocar os robôs no modo multijogador, deixando sempre a corrida com o máximo de seis carros. Genial! :star::star::star:
  • Let’s Go! To Japan: Quase não coloquei este, mas acho que conta. Neste jogo o robô em si não faz nada, é o jogador que decide quais cartas vai ficar e quais (e em qual ordem) vai passar para o robô. Ou seja, manutenção zero, exceto no final que precisa contar os pontos do oponente. :star::star::star:
  • Meadow: Usando os componentes dos jogadores que não estão no jogo, o robô vai pegando cartas e bloqueando espaços. Bem simples, apenas achei um tanto randômico (mas também não sei como seria diferente mantendo a simplicidade). :star::star:
  • Mycelia (Ravensburger): Aqui o robô tem um baralho próprio que determina o que ele vai fazer. Ele joga de forma simplificada, eliminando suas gotas (o objetivo do jogo) e às vezes renovando as cartas disponíveis. :star::star:
  • Noctiluca: Aqui o robô representa uma tempestade, e vai pegando dados e fichas de pontuação seguindo uma pequena mudança no baralho do jogo. Faz o turno dele em alguns segundos, e no final ele subtrai pontos do jogador - é um pouco diferente, mas ainda achei que dá a sensação de um oponente. :star::star::star:
  • Turing Machine: Esse é outro que fiquei na dúvida se contava. No solo, você joga normalmente o jogo - e no caso do solo, precisa do app/site para o setup. Após descobrir o código e terminar a partida, o app te conta se você venceu o robô de acordo com o seu desempenho (ficando parecido com o modo competitivo, já que ele é um jogo multiplayer solitário). Ou seja, manutenção zero, mas o robô ainda pode ganhar de você. :star::star::star:

Robôs Médios

  • Expeditions: Mais um belo Automa da Atuoma Factory. Neste caso, o oponente controla dois mechas que ficam varrendo a parte mais distante do mapa, roubando recursos e revelando tiles. Pena que o jogo em si não me agradou tanto. :star::star:
  • Grasse 2e: O oponente usa um baralho de uma expansão (se não me engano, já inclusa no jogo base), mas senti falta de um baralho dedicado ao solo para dar mais inteligência ao robô. Ele é muito aleatório e muitas vezes faz ações inúteis. Bom jogo, mas o robô deixou a desejar. :star:
  • Invasores de Cítia: Aqui o robô tem o seu baralho próprio que irá guiar as decisões. Possui vários níveis de dificuldade, e simula bem a parte que os oponentes interferem com o jogo, pegando cartas e roubando os pontos das invasões. O jogo vira uma certa corrida contra ele. Bem bacana. :star::star:
  • Merchants of the Dark Road: Simula muito bem um oponente com um baralho próprio, e ainda o modo solo possui duas mini-campanhas de quatro cenários cada, com uma divertida historinha. Deu um pouco de trabalho para entender a parte da viagem (uma das ações principais do jogo) mas do resto ele roda bem simples. :star::star::star:
  • Oak: Neste jogo o robô possui um baralho próprio de decisões. Ele faz um pouco de tudo - pega cartas, bloqueia espaços de trabalhador, etc. Pontos negativos é que não possui níveis de dificuldade e é um tanto previsível, achei que faltou “personalidade” (ver o Arnak abaixo) e variabilidade para ele. :star::star:
  • As Ruínas Perdidas de Arnak: A CGE trouxe aqui um dos robôs mais legais que já vi, ele simula muito bem um jogador oponente. É controlado por tiles e possui 6 níveis de dificuldade. Além disso, possui “personalidade” - ações que ele faz melhor do que outras, e isso pode variar de partida para partida. E tem mais: uma campanha solo grátis para download usando só o jogo base, e também uma campanha mais elaborada na expansão A Expedição Perdida (que roda também no modo cooperativo em 2 jogadores, usando o mesmo robô do modo solo). :star::star::star:

Robôs de Alta Manutenção

  • Anachrony Edição Essencial: Precisa imprimir o robô e as regras solo, infelizmente, mas funciona muito bem. Não é o mais complexo que já vi, e uma vez que você joga alguns turnos com ele, fica mais natural. Assim como outros modos solo do David Turczy, tem um bom equilíbrio entre momentos previsíveis e imprevisíveis. Tem 3 níveis de dificuldade, e infelizmente não é compatível com expansões. A comunidade diz que o modo solo melhora bastante com a (difícil de se encontrar e nunca lançada no Brasil) expansão Fractures of Time. :star::star::star:
  • Guerra do Anel: Card Game: A expansão Against the Shadows , não lançada no Brasil, traz o modo solo/coop para o jogo. O robô é um dos mais complexos de rodar, e o manual traz literalmente um fluxograma de decisões para ele. É quase o mesmo trabalho de fazer a sua própria jogada. Por outro lado, eu adoro o jogo e para mim valeu a pena aprender, o jogo funciona muito bem assim, e acho que após mais algumas partidas ele vai rodar melhor. :star::star:
  • Projeto Gaia: o jogo tem um Automa sensacional, controlado por um baralho que começa básico, mas a cada rodada uma nova carta aleatória é adicionada a ele, fazendo cada partida evoluir de forma diferente. Tem diferentes níveis de dificuldade e pode ser diferentes facções, trazendo uma variabilidade impressionante. Só faltou um player aid com algumas das ações mais elaboradas (como construir uma mina) para não ter que ficar com o manual aberto, mas senti que é algo intuitivo e que eu devo decorar após algumas partidas. :star::star::star:
  • Seti: Mais um modo solo fenomenal da CGE. Aqui o robô tem 5 diferentes níveis de dificuldade, e similarmente ao Gaia, possui um baralho simples e vai adicionando cartas mais fortes a ele conforme a partida avança. Uma alteração no modo solo são as peças de objetivo que vão aparecendo e é algo extra que o jogador precisa tentar cumprir (ou decidir abandonar), forçando o jogador a ir para direções diferentes e adaptar sua estratégia. :star::star::star:
  • Tawantinsuyu: Um dos robôs mais complexos de se aprender, mas que para mim valeu a pena. A maior barreira é que o manual (não só do modo solo, mas do jogo todo) passou por revisões, então o ideal é baixar a melhor versão (em inglês) no bgg, e evitar o impresso. Ainda assim ele é complexo, mas simula muito bem um oponente, com personalidades diferentes em cada partida (certa ação que ele é melhor em fazer) e possui uma boa mistora de ações previsíveis e imprevisíveis. A interação com ele é bem legal, com situações do tipo “preciso colocar meu trabalhador aqui antes que ele coloque” ou “ele está para subir no templo, então vou esperar para pegar carona na ação dele”. :star::star::star:
  • Terracotta Army: Quando li o manual, logo pensei: é impossível um modo solo para este jogo, que tem um grid complexo de colocação das estátuas. Bom, David Turczi fez o impossível, e criou um robô que funciona. Porém, eu passei mais tempo nos turnos do robô do que nos meus, e isso é um péssimo sinal. Além disso não tive certeza se fiz tudo certo. A partida foi bem mais cansativa do que divertida. Minha opinião sobre este robô é: “ele existe”. :star:

Ufa! Se você chegou até aqui, parabéns! Agora é a sua vez:
Quais robôs você já experimentou? Quais gostou mais, quais gostou menos?

Abraços robóticos e até a próxima!

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3 automas que eu acho ótimos e sugiro:

1 - Teotihuacan com todas as expansões. É fiddly, mas é uma delícia de jogar

obs.: versão revisada na master set, mas que dá pra utilizar sem nenhum problema na versão normal, só precisa aprender as regras no manual solo da master set mesmo. É só uma revisão de umas regrinhas, não há nenhuma modificação profunda nas regras.

2 - O sistema de bots do Imperium Classics/Legends/Horizons. Cada civ tem um bot com comportamento único. É incrível.

3 - The White Castle - variante Gingkogawa Clan. Uma alteração no bot original que o torna muito mais interessante e similar ao modo multiplayer. Link: https://boardgamegeek.com/filepage/270458/the-gingkogawa-clan

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Boa! O Teotihuacan só joguei o base uma vez, mas não solo. Não tenho ele, mas não descarto pegar um para testar. O Imperium eu tenho, ainda preciso testar o solo mas já acho o jogo sensacional em 2p. E o The White Castle eu comprei recentemente, não sabia desta variante, vou até já deixar no esquema pra quando eu finalmente estrear ele.
Valeu pelas dicas!

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Impossível ler esse post e não responder com minha opinião que vale pouquíssimo kkkkkk Porque se tu que já jogou 200 jogos solos é noob, imagine eu kkk

Enfim, eu já joguei alguns solos com robôs, porém “todos” foram no BGA, então a parte de manutenção eu não consigo falar nada, porque com tudo automático, na real perde a graça de jogar solo inclusive, pq é bom até quebrar a cabeça pra entender como funciona um robô.

Dito isto,o que define eu gostar ou não de jogar um solo com robô é ele ser fácil ou não de ganhar, porque jogar com “alguém” ruim não tem graça, já que não é desafiador. Bora para os que eu joguei e os porquês deu gostar ou não.

1- Galactic Cruise: é quase que um solo com 2 automas, porque tem um trabalhador que está no tabuleiro só para interagir com os outros players, mas ele não faz nada, só expulsa e/ou ocupa uma localização. E tem a robôzinha mesmo que ta jogando com vc. Abre uma carta e faz a ação que está lá. Eu particularmente não gosto desse jogo no modo solo, porque acaba que você fica numa corrida com o robô e só isso. Tira o brilho do jogo que é pensar em montar a melhor estratégia e o melhor momento para enviar um foguete. Pra mim 4/10, realmente acho muito paia ele.

2- Darwin’s Journey: Tem o Alfred, que é um robô também com as ações determinadas por cartas, muito bom e relativamente difícil de ganhar, principalmente nas primeiras partidas. Ele é um que eu gosto, não o suficiente pra vencer o meu ser mão de vaca e comprar o jogo, mas o suficiente para as vezes jogar solo no BGA, mesmo que seja uma plataforma facil de achar uma pessoa pra jogar contra. Pra mim, 8/10 fácil, não dou 10 porque eu acho que pra um player experiente, ele fica um robô sem sal.

3- Carnegie: Tem robô com cartas ditando as ações, e vou falar que é muito bom e bem desafiador. Eu particularmente nunca consegui ganhar dele kkkk e nem de pessoa normal :frowning: Mas de todos que eu joguei, ele é o que me pareceu mais imprevisível e não pareceu ser um robô que segue um caminho claro. Se não fosse o olho da cara, compraria tranquilamente só pra jogar solo. Pra mim 9/10, não dou 10 porque é caro.

4- Barrage: Também outro que tem cartas que ditam as ações, eu me senti jogando com outra pessoa que estava lendo minha mente. Considerando que barrage é um jogo mais linear e não tem muito rumo pra ir, é fácil o robô te travar e acabar com sua jogada. Eu gostei, ainda que não tenha sido difícil ganhar dele, fica uma partida gostosa. Entrou pra wishlist de jogos físicos. Pra mim 10/10.

5- Criaturas Fantásticas: Mesma coisa dos outros, uma carta dita a ação. Também senti que parece um player de verdade, várias vezes a ação do robô impacta no que vc queria fazer e da até raiva. Como é uma alocação de trabalhadores, é fácil o robô colocar o bonequinho dele, justamente onde vc precisa. Esse é um jogo que tem um fator de sorte maior do que parece, então eu imagino que algumas partidas possam ser mais fáceis que outras. Ele também vai seguindo uma trilha, sendo a primeira metade da trilha de média dificuldade e a segunda metade difícil. Isso meio que te dá uma ideia de quanto vc tem que correr pra pegar vantagem, antes dele começar a pegar no seu pé. Esse jogo foi anunciado aqui no Brasil, não lançou. Mas é um que dependendo do preço, entra na minha lista de jogos físicos também. Pra mim 8/10, possível 10 se vier num preço condizente.

6- Zapotec: Esse é o único da lista que eu tenho físico e adoro. Infelizmente não tem um player-aid pra te ajudar no modo solo, e vc precisa jogar com o manual aberto pra ir lembrando cada combinho que o robô faz. Mas eu imagino que se jogar com muita frequência vc acaba decorando. Ele tem as ações dele ditadas por cartas, mas que variam bastante. Não é difícil ganhar dele, mas também não é como se vc conseguisse ganhar com uma margem muito grande. No geral o robô Cocijobot tem muitas vantagens e vc precisa escolher bem suas próximas ações pra ir tirando a vantagem dele. Ele é um eurocozy e flopado no Brasil, comprei minha cópia por 120 reais e não me arrependo kkkk um 8/10 fácil, não dou mais porque acho que poderia ter um modo mais desafiador e um player-aid (só de não ter isso perde 1 ponto kkk)

É isso, pelo menos o que eu consigo lembrar, não tem nenhum clássico, mas talvez ajude alguém que procure os mais novos solos.

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o modo solo do GWT eu acho muito bom também. Bem parecido com o Arnak em termos de dificuldade e manutenção.

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Sua opinião vale o mesmo que a minha: nada! :rofl: Brincadeira, acho mesmo que a troca de experiências assim acrescenta bastante.

Da sua lista, eu até joguei já o Zapotec solo mas foi daquele jeito, “só pra aprender”, aí eu não estava na vibe de solo ainda. Mas lembro de ter gostado sim, e testaria de novo (só lembro que o robô ficou construindo pirâmides loucamente). Darwin’s Journey e Criaturas Fantásticas já estavam na minha wishlist, aliás vou dar uma prioridade pro Darwin’s porque muita gente fala bem do solo dele.

Obrigado pela resposta e pelas dicas!

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Bacana! Eu tenho o Argentina aqui, que já joguei em 2 mas ainda não peguei pra testar o solo. Mas já aprendi ele e acho que vai rodar tranquilo.

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Hoje em dia, solo é meu principal modo de jogo, então excelente achar artigos assim discutindo o tema.

Sobre automas/bots/etc, atualmente não é meu modo favorito, tendo a gostar mais de jogos com desafios ou coops atualmente.

Dito isso, tenho alguns jogos solos, com automas que eu curto bastante. Não acho que a simplicidade é o fator mais importante, mas com certeza é um bonus. Pra mim o mais importante é ele simular de uma forma razoável e que faça sentido a interação com os outros usuários.

hoje os dois jogos que eu tenho na colecao com automas seriam trickerion e imperium. Nenhum eh simples, mas ambos são fantasticos no que fazem. As automas não são triviais, mas o comportamento delas faz muito sentido quando vc entende o jogo. Isso pra mim faz toda a diferença.

White castle eu não joguei a variante que citaram, mas é um jogo que não é o meu solo favorito, apesar de ser um jogo que eu adoro (melhor euro que eu conheci ano passado)

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ótimo post!

Eu sempre fui resistente a modo solo pq, com tanto jogos na coleção pra aprender e relembrar regras, esses modos solo complexos adicionariam e complicariam mais a vida de quem tem pouco tempo hábil para isso. Dito isso, esse ano dei uma chance e testei vários, entre jogos físicos e BGA:

White Castle: Achei complexo de entender baseado nas explicações do manual, mas vendo um vídeo foi mais tranquilo. O modo solo roda bem, turnos simples e ações diretas. Porém, achei a dificuldade, mesmo no modo mais fácil, extremamente alta. Pode ser um ponto positivo para alguns, mas preferia que fosse um pouco mais equilibrado.

Destemidos / Undaunted (Normandia e Norte da África): Meu primeiro contato com modo solo feito pelo Turczi, e em primeiro momento foi bem complicado. São fluxogramas para cada tipo de soldado E cada cenário. São centenas de cartas para o modo solo, que vem com a expansão Reforços. Dito isso, uma vez aprendido, roda tranquilo e simula extremamente bem um oponente real. Talvez meu favorito até agora.

HEAT: Modo solo funciona super bem e é surpreendentemente simples. Se voce jogar entre 2-3 pessoas, o jogo recomenda adicionar um bot para preencher mais a pista. É também bem difícil de ganhar, ja que o bot ignora algumas regras limitantes. Nesse caso, acho que o jogo em si é bem mais legal com pessoas, mas o modo solo é super bem feito.

Bonsai, Harmonies, Fliptoons: Modo solo é aqueles de ‘beat your own score’, então ele não tenta simular outro jogador. Não são os meus preferidos, mas o lado bom é que basicamente não há novas regras para aprender, nem downtime controlando bots.

No BGA também testei Turing Machine, que é basicamente resolver um puzzle por conta própria - quem gosta do jogo, vai gostar. Testei Darwin’s Journey, que no BGA roda super bem. O jogo em si já é complexo, então não sei quanto tempo levaria se tivesse que parar e entender as complexidades do bot.

Ainda quero testar: GWT, Andromeda’s Edge (preciso da expansão), Ark Nova

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Não é? Tem muito pouco conteúdo sobre solo ainda, no mundo mesmo mas no Brasil tem menos ainda. Espero estar contribuindo - e claro que também aproveito as dicas e opiniões nos comentários.
Eu tenho o Trickerion na minha wishlist mas ainda fico apreensivo de pegar pelo valor - o solo precisa de uma expansão certo? Aí o ideal seria pegar uma das Big Box dele. Mas eu desconfio que eu irei gostar.

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Confesso que também tenho preguiça quando tem mais de duas páginas para o modo solo; se tiver um manual separado, pior ainda (olá projeto-gaia ). Eu acabo indo nos mais fáceis primeiro, mas vez ou outra fico inspirado e vou lá aprender um mais complexo.
Do White Castle, vi bastante essa reclamação - tanto que o designer diminuiu bem a dificuldade no solo da expansão Matcha, só que aí aparentemente ficou fácil demais, o que é ainda pior né… eu tenho ele aqui (o base) e vou uma hora testar o solo normal e a variante do bgg.
Sobre o Destemidos, bom saber disso! Eu tenho muito interesse em conhecer esta série. Eu tive a impressão que não compensava pegar só pelo solo, mas agora vou repensar. Andromeda’s Edge é outro que se vier a expansão (ou aparecer na Amazon) tenho altas chances de pegar, uma pena terem removido o solo da edição que veio pra cá.
Valeu pela resposta e dicas!

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Eu sinto que agora que está acabando esse “preconceito” com o solo. Porque a gente escuta muito que jogo de tabuleiro é sobre socializar e que se for pra jogar solo é melhor jogar videogame. Porém eu vejo como sendo algo pra eu desestressar e sair de telas. Se é socializando ou não, tanto faz kkkk

Enfim, como ainda não tem muita coisa sendo dita sobre, o melhor são comentários mesmo e essas discussões super saudáveis. Gosto muito também que a maioria dos jogos estão vindo com modo solo

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Nem me fale, da muita vontade de comprar um Darwin’s, mas eu ainda não mudei aquela mentalidade que vc deu ideia no outro post, comparar com outro solo, e não com outras pessoas kkkk quem sabe um dia, depois que vc comprar e falar pra gente como é.

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realmente, esse argumento de jogar videogame nunca me convenceu. Afinal são coisas muito diferentes, a única similaridade é que ambos são hobbies.

Fico feliz que hoje o interesse do público, e consequentemente o esforço dos designers em relação a isso está aumentando. Pena que a maioria dos influenciadores, e representantes de editoras, ainda torcem o nariz pra isso. Misturam preferência pessoal, e um pouco de preconceito, com um fato.

Mas as coisas estão melhorando. basta dar tempo ao tempo :slight_smile:

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isso. o solo precisa de uma expansão sim. Ela já vem nas duas caixas que chegaram ao Brasil.

Realmente é um jogo mais pesadinho, tanto financeiramente, quanto em regras. Mas vale muito a pena e experiência se tiver a oportunidade de conhecer.

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Estava na busca na comunidade de uma explicação sobre automato, e cai neste tópico muito bem escrito e que o pessoal esta dando suas opiniões. Parabéns!

Minha duvida seria: temos uma ferramenta que pudesse simular um jogador automato em jogos que exigem 3 ou mais jogadores mas temos somente 2. (casal geralmente)?

Existem varias jogos onde a melhor experiência ou a mínima exigência seria 3 ou 4 jogadores, mas não temos isso e ter uma automato ajuda a fluir melhor a partida. Alguns jogos já vem com este complemento. Por exemplo, no Root, temos os automatos ou até mesmo os capangas para deixar a jogatina mais fluida e não travar.

Vcs conhecem alguma ferramenta que seria mais genérica e se adapta a quase todos os jogos? ou seria uma busca especifica para cada jogo, onde alguem na comunidade tenha a mesma aflição e execute algum automato para ajudar o roda a mesa.

Desculpe se a pergunta parece estranha, mas estou retomando agora no Hobby, muita coisa mudou e estou me adaptando.

Obrigado pela atenção

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Que bom saber que gostou do tópico!

Alguns robôs podem, sim, ser utilizados (oficialmente) em partidas de 2 ou até mais jogadores. De cabeça me lembro do Tapestry, o Heat que citei no tópico, mas já vi alguns outros. A comunidade também usa e às vezes adapta o robô solo para ser usado em mais jogadores. O ponto ruim é que nem sempre a jogatina vai ficar mais fluida pois alguém vai ter que realizar o turno do robô, normalmente adicionando complexidade e tempo de jogo.

O que eu vejo é que hoje a maioria dos jogos que não são party games, rodam muito bem em 2 jogadores. Eu jogava praticamente só em 2 e senti que a grande maioria era melhor em 2 do que em 3 ou 4. Minha percepção é que isso (junto com a onda de modos solo) se consolidou na pandemia e agora é o novo normal.

Então, a não ser que o seu estilo favorito de jogo seja algo que realmente é melhor com mais gente como controle de área, take that, drafting fechado, negociação, 4x, etc… o mercado está abundante de jogos em que a melhor contagem é 2 jogadores. Acho que o game design se adaptou criando jogos e modos ótimos para 2 ao invés de robôs simulando um terceiro jogador.

E sobre uma ferramenta genérica, posso te dizer com certeza que não existe e nem deve existir na forma física - um robô que “jogue” qualquer jogo como um oponente precisaria realmente ser programado. Tem gente que usa a IA para isso, eu nunca testei, mas acredito que tenha que ser uma IA customizada para o jogo.

Por último, versões digitais de jogos podem ter forma de adicionar oponentes robôs. Lembro que eu fazia isso no Small World da Steam, para deixá-lo no ideal de 3-4 jogadores (mas este não funciona mais, infelizmente) e no Tokaido de celular (jogava em 2 e colocava mais 1 ou 2 robôs). Dá pra fazer um mix de jogadores reais e robôs. O BGA não tem isso mas versões digitais dedicadas destes jogos podem ter.

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Muito obrigado pelo retorno. Esclareceu muita coisa.
O intuito mesmo seria povoar o tabuleiro em jogos onde temos que ter 3 ou mais jogadores (seja obrigatório ou a melhor config), mas parece ser dificil mesmo. O uso a IA tinha visto em algum momento mas a sua explicação me possibilitou ideias de teste.
Por fim, sim, concordo com vc, ainda não vi muito mais tenho encontrado muitos jogos que a jogabilidade em 2 não interfere, seja jogo possibilitando até 4 ou mais. Parabens aos design atuais, pois já é dificil a criação, e ainda pensar nessas configurações de mesa é louvavel.
Mais uma vez obrigado, e fica minha questão para futuras interações. Sempre temos algo novo para contribuir

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Eu comprei a expansão concordia-solitaria do Concordia. Gostei bastante. E é legal que o Contrarius (nome do Automa) é pra jogar em parceria contra ele. Achei interessante. Gosto de alguns não-oficiais. Tenho um para o puerto-rico e outro para o dominion que são bem legais. Este é particularmente interessante porque você divide as pilhas do mercado ao meio, e ele vai coletando as Províncias, então fica uma corrida louca contra o automa.

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Você chegou a jogar em 2p com o automa?

Fiquei curioso se jogar coop ou competitivo com o automa pode ser mais interessante do que o jogo normal nessa contagem.

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