Ao adquirir um jogo, você recebe um pacote de serviços que vai junto com a caixa: atendimento prestativo, entrega no prazo com a integridade do produto e fiel cumprimento das condições pactuadas na compra, para citar apenas algumas.
Assim como um jogador reconhece seu “bom parceiro de mesa”, é fundamental valorizar o vendedor que “segue as regras e joga limpo”, pois sobre ele (editora, distribuidora, loja, comerciante etc.) se debruçam os riscos e desafios do negócio e não ao comprador (consumidor). Práticas como o silêncio do fornecedor em pré-vendas excessivamente demoradas, o descaso com a reposição de peças ou a entrega de produtos com defeito — como o mofo, agente potencialmente nocivo à saúde — definitivamente, não podem ser vistas como algo normal.
O fornecedor deve, portanto, assumir os riscos inerentes à sua atividade, aprimorar seus processos e focar na correção definitiva das falhas sob sua responsabilidade. Não cabe ao consumidor absorver problemas que não causou, e muito menos ser estimulado a aceitar soluções paliativas — como descontos em produtos defeituosos — que tentam compensar a perda de qualidade do produto com reduções de preço. Essa prática é especialmente inaceitável quando o “vício” em questão traz riscos à saúde de quem compra.
Este tópico nasce da convicção de que não precisamos nos restringir à aceitação passiva das falhas de consumo ou termos que recorrer ao inevitável abandono do hobby. Existe uma terceira via: a construção coletiva de um caminho pautado no compartilhamento de nossas experiências — tanto nos êxitos quanto nos infortúnios — para estabelecer padrões de qualidade e de excelência que legitimamente esperamos do mercado de jogos de tabuleiro.
Não se trata de um espaço simplesmente para dar voz a um “desabafo”, tampouco para motivar “boicotes ou ataques” mas, identificar padrões de comportamento do fornecedor que nitidamente estão se mostrando contrários à atitude esperada pelo consumidor.
Pretende-se construir um referencial de qualidade visto pelo olhar do cliente jogador: quando se perdem vendas porque o público passou a exigir seus direitos básicos, o problema certamente não decorre do aumento da sua exigência, mas na forma equivocada como a organização comercial vem trabalhando.
Trabalhemos pela melhoria, não pela punição: quanto mais clara e sonora for a voz coletiva, maior será o incentivo para que os comerciantes aprimorem seus serviços. Sob essa ótica, quem trabalha bem será naturalmente elogiado, e quem comete erros terá a oportunidade de corrigi-los em prol da excelência do mercado.
Convido todos a participarem de forma responsável, focando na prática que ilustra o erro, sem ataques pessoais, para que possamos encontrar soluções e elevar o nível das relações comerciais por meio de ações legítimas desta comunidade da qual temos prazer em fazer parte.
Para que este guia seja construtivo, é essencial que os participantes apoiem-se nestas diretrizes:
· Foco na prática: descreva o fato ou o erro (ou o acerto que corrigiu a falha!), não ataque a marca ou a pessoa ou empresa.
· Respeito às opiniões: o consenso não precisa ser forçado; opiniões contrárias são bem-vindas.
· Relatos reais: baseie-se apenas em experiências concretas e vividas por você.
· Valorize o bom exemplo: se um problema foi resolvido de forma exemplar, destaque isso positivamente.
· Objetivo educativo: explique por que certas práticas prejudicam a comunidade para ajudar os novos jogadores.
Saudações e boas jogatinas!