OI Mileyd, eu me identifiquei.
Comigo, o que acontece com os jogos solo difíceis, é que a dificuldade ainda está ali porque não me abri para uma possibilidade a explorar. Talvez não tenha mergulhado fundo e sem medo numa das veredas do jogo.
Para dar exemplo, se vc jogar Pandemic com pessoal novo (e foi comigo assim também), eles vão querer ficar tirando os cubos de doença para não perder por surtos. Só que não perder por surtos não ganha o jogo, pois vc perde por falta de cartas.
Uma estratégia que passa a ser necessária é realmente correr atrás de pesquisar a cura de cada doença, por vezes deixando um ou outro surto acontecer num lugar pra conseguir encontrar a cura logo (a trilha de até 7 surtos você pode enxergar como um recurso: posso gastar 7 surtos até o fim do jogo e ainda ganho). E encontrar a cura é custoso em ações, porque os personagens precisam se encontrar em cidades específicas. Mas, sem isso, não vai conseguir ganhar (a nao ser por MUITA sorte ao comprar cartas sempre da cor certa)
Ontem joguei Pandemic Iberia solo e lembrei de outro exemplo. No pandemic Iberia, não tem avião, etc. Tem o navio, mas só funciona na costa. Para acessar rapidamente o centro do tabuleiro, vc precisa colocar ferrovias, mas é um processo lento, tem que ir fazendo desde o começo do jogo, pra do meio pro fim vc conseguir ir rapidamente de um lugar ao outro.
Esses desafios fazem justamente a gente ter de repensar como olhamos o jogo. Talvez nesse seu jogo, você precise enxergar uma forma nova de encarar, arriscar, etc. É uma coisa que passamos na vida quando temos grandes desafios também.
No Oh My Goods, que gosto muito solo, aprendi depois de várias derrotas a fazer um esboço de cadeia de produção a se cumprir até o fim da partida, de acordo com a mão de cartas que vem na primeira rodada. Não adianta ficar tentando mediocridades, porque vai perder a partida. Tem que ir pelo máximo, se arriscar para tentar alcançá-lo.