Olá, pessoas queridas!
Maio foi um mês acima da média em quantidade de jogos que conheci, mas ainda assim apenas três garantiram um lugar na minha coleção solo.
Agricola
Sempre fiquei com um pé atrás em relação ao Agricola, por dizerem ser muito apertado, sofrido para conseguir alimentar sua família. Além disso, comprei o caverna lá em 2015, e imediatamente se tornou um dos meus jogos favoritos, justamente pela liberdade de escolhas, me deixando ainda menos interessado no seu irmão mais velho. Finalmente, após 10 anos, joguei o Agricola - e eu estava certo: Ainda acho Caverna infinitamente melhor que ele.
Exceto pelo solo.
O modo solo dos dois jogos é bem parecido, mas para mim o Caverna fica sobrecarregado de opções, e o tempo de jogo longo demais para um BYOS (Beat-Your-Own-Score, jogos solo em que o objetivo é fazer a maior pontuação possível). Eu gosto, sim, dos meus BYOS, mas descobri que prefiro os mais curtos. O solo do Agricola tem um tempo legal, e traz a variabilidade das cartas; além disso, não é nem de perto a mesma sofrência do jogo em mais pessoas. É bem satisfatório planejar seus turnos sem ninguém te atrapalhando. O jogo solo ainda tem um modo campanha em que você escolhe uma das cartas que construiu para começar o jogo seguinte (cumulativo, então em cada partida futura você vai começar com mais cartas), em troca de precisar aumentar a pontuação.
Não sei se ele vai se garantir na coleção quando eu finalmente conseguir jogar um-banquete-a-odin e campos-de-arle … mas por enquanto ele é um dos dois Rosembergs solo que mais me agradou.
Projeto Gaia
Este eu já tinha jogado em dois e gostado demais dele. É um jogo complexo de estratégia no qual você escolhe uma de 14 facções assimétricas (18 se tiver a expansão) para avançar suas tecnologias, tornar planetas habitáveis para seu povo, e formar federações para obter o domínio da galáxia.
O modo solo é igualmente bom, feito pela Automa Factory. Você escolhe (ou sorteia) uma facção para enfrentar, e o bot é controlado por um baralho bem inteligente. Na primeira partida senti uma complexidade moderada para rodar o bot, mas na segunda já fluiu super bem, precisando consultar o manual solo poucas vezes. O bot tem um perfil de jogo baseado na facção; joguei contra os Taklons e contra os Itars, e estes dois Automas jogaram de forma bem diferente. Isso somado aos vários níveis de dificuldade do bot, mais um tanto de conteúdo na expansão que eu ainda nem mexi, traz uma variabilidade absurda. Esse é um jogo que não vejo saindo da minha coleção, seja para solo ou uma eventual partida com outros jogadores.
Nusfjord
Este jogo de pesca na Noruega é muito bem falado pela comunidade solo, e com toda razão. É um jogo de complexidade média em que você irá construir barcos para pescar, gerenciar suas florestas (plantando e replantando) para obter madeira, subir construções para diversos benefícios, e conquistar o favor dos velhinhos da vila em troca de uma boa comida. Em cada jogo se utiliza um baralho de construções diferente (e na minha nusfjord-big-box tem todos eles), que muda bastante o jogo.
O jogo solo é, novamente, um BYOS (o Uwe Rosemberg adora isso pelo jeito), mas que cada partida roda em menos de meia horinha, e ocupa bem pouco espaço na mesa. Tem uma “mini-campanha” de três partidas seguidas que eu joguei e é muito interessante: na segunda partida você usa as cartas não presentes na primeira, e na terceira você só usa as cartas que não construiu nas duas primeiras partidas. Eu acho que só vou jogar assim, de tanto que gostei.
Este eu joguei apenas solo, mas não vejo porque não iria gostar dele com mais gente.
Os que não ficaram:
- Terracotta Army pra mim passou do nível aceitável de gerenciamento do bot. Usei mais tempo e cérebro pra tentar descobrir onde o maldito iria colocar cada estátua do que na minha própria jogada. O Turczi teve um desafio impossível aqui, e tem minha admiração por isso, mas meu limite máximo de gerenciar bot fica em algo no nível do Tawantinsuyu (que eu gosto e mantenho na coleção);
- Meadow é bacana, mas nessa mesma “categoria” ainda prefiro o Forest Shuffle (apesar de eu gostar mais da arte maravilhosa do Meadow);
- Merlin é um dos meus Felds favoritos, adoro mesmo o jogo. Ele não tem solo, testei um fan-made que funciona, mas pra mim o jogo perde muito sem outros jogadores;
- Caverna é um dos meus favoritos com mais gente, como já comentei acima, mas pra solo preferi o Agricola.
E é esse o meu “relatório mensal”. Fico feliz que você esteja me acompanhando enquanto construo minha coleção solo ideal. Comenta aí embaixo qualquer coisa que você concorda, ou discorda, ou se tiver alguma pergunta. Até a próxima!


